3 de out. de 2011

O Encanto Nosso de Cada Dia!

gaiolaAinda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.
Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.
Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.
Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.
Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.
Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...
Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.
E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

Padre Fábio de Melo

Protocolo da Aula de Sociologia do Dia 03.10.2011

 

TEMA DA AULA: A RESPOSTA DE MARX – “O MATERIALISMO HISTÓRICO”

OBJETIVO: ENTENDER QUEM CONSTRUIU A HISTÓRIA (O VERDADEIRO SUJEITO)

O MATERIALISMO HISTÓRICONo inicio da aula o professor Gilberto explicou em relação ao pensamento de Hegel, onde segundo ele a história se manifesta na família por meio de um certo altruísmo, ou seja, a razão em si. Hegel considerava ainda que a sociedade civil burguesa era egoísta, pois tinha a razão voltada para si sem se importar com as demais classes. Já o Estado apresentava duas faces, pois tinha a razão em si e para si.

Para Marx o verdadeiro sujeito da história é a relação dialética do sujeito com o mundo por meio do trabalho, segundo ele a economia é quem move a história, pois será através dela que serão determinadas a escolha dos indivíduos e baseado no consumo passará a existir uma certa diferenciação de classes.

A formação de Estruturas, ou seja, relação dialética entre homem e mundo serão as responsáveis em definir as Superestruturas como: Estado, Ideologia, Moral, Cultura e muitas outras que se tornarão de suma importância para a sociedade. Desse modo partindo para a questão econômica de uma determinada sociedade, Para que possamos entende-la é necessário conhecer primeiro a sua história.

Um exemplo importante citado em sala de aula foi o momento em que deu-se inicio a agricultura, onde um determinado indivíduo por meio da observação pode constatar que se planta-se as sementes de um determinado fruto, com um certo tempo germinaria e consequentemente podendo-se produzir em maiores quantidades e podendo por um fim na questão do deslocamento dos indivíduos de um lugar para outro, sedentarizando famílias o que irá gerar o surgimento das propriedades privadas dos meios de produção tendo como consequência a divisão de classes.

2 de out. de 2011

O que é uma lei?




O que é uma Lei?

É um diploma legislativo (projecto ou proposta de lei)  promulgado pelo Presidente da República depois de aprovado pela Assembleia da República.
Antes de sair da AR chama-se decreto e só se transforma em lei depois da aprovação do PR.
Como são elaboradas as leis?
A iniciativa legislativa pode partir dos Deputados ou dos Grupos Parlamentares (projectos de lei) e do Governo ou das Assembleias Legislativas Regionais (propostas de lei).
Existe ainda a possibilidade de um grupo de cidadãos eleitores assumirem a iniciativa, exercendo, desta forma, o direito de iniciativa legislativa.
Depois de admitido pelo Presidente da Assembleia, o diploma é objecto de um parecer por parte de uma Comissão especializada seguindo-se o seu debate na generalidade em reunião Plenária. A votação na generalidade incide assim sobre as linhas gerais da iniciativa.
Já o debate e a votação na especialidade consistem numa avaliação de cada artigo individualmente. Dependendo da matéria esta segunda votação pode ser feita em Plenário ou em Comissão.
Finda a discussão e a votação na especialidade, o texto final – a que chamamos Decreto da Assembleia da República e que resulta da aprovação em votação final global em Plenário – é enviado ao Presidente da República para promulgação, após a qual é publicado, como Lei, no Diário da República.

O que é o veto?
O veto consiste na recusa de promulgação, pelo Presidente da República, dos decretos da Assembleia da República ou do Governo. O veto pode ser político, ou ter por base a decisão do Tribunal Constitucional pronunciando-se pela inconstitucionalidade do documento ou de algumas das suas normas.
Caso seja vetado, o respectivo decreto é devolvido à Assembleia da República solicitando nova apreciação do diploma.
Se a Assembleia confirmar o voto anterior por maioria absoluta dos Deputados em funções o Presidente deverá promulgar o Decreto não podendo vetá-lo novamente.

O que é uma autorização legislativa?
Em matérias que são da exclusiva competência da Assembleia da República, o Governo pode apresentar uma proposta de lei, pedindo autorização para legislar.



O que é o direito de iniciativa legislativa?

Este direito permite que grupos de cidadãos eleitores possam apresentar projectos de lei e participar no procedimento legislativo.
Os projectos de lei devem ser subscritos por um mínimo de 35.000 cidadãos eleitores e apresentados por escrito ao Presidente da Assembleia da República.
Apesar da lei existir desde 2003, até hoje só foi apresentada e aprovada uma iniciativa legislativa, por parte da Ordem dos Arquitectos.


O que é o direito de petição?


É um direito universal e gratuito que consiste na possibilidade de apresentar exposições escritas para defesa de direitos, da Constituição, da lei ou do interesse geral. Pode ser exercido junto de qualquer órgão de soberania ou de quaisquer autoridades públicas, à excepção dos tribunais.
Uma vez apresentada, a petição é analisada por uma Comissão competente em função da matéria a que diz respeito.
Qualquer petição subscrita por um mínimo de 1.000 cidadãos é, obrigatoriamente, publicada no Diário da Assembleia e, se for subscrita por mais de 4000 cidadãos, é apreciada em Plenário.

O que é o referendo?
É um instrumento democrático, de participação, através do qual os eleitores são chamados a pronunciar-se directamente sobre determinados assuntos de interesse relevante.
A participação é feita por sufrágio directo e universal, e as decisões são vinculativas quando votam mais de 50% dos eleitores.
No período democrático, houve 3 referendos: dois sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, e um sobre a regionalização.
Fonte: Parlamento Global



1. LeisAnacrônicas - as que denominamos por anacrônicas são leis queenvelhecem durante o seu período de vigência e não foram revogadas por obra dolegislador. Permanecem imutáveis, enquanto que a vida evolui. Durante uma épocacumpriram a sua finalidade, para depois prejudicar o avanço social. Olegislador negligenciou, permitindo a defasagem entre as mudanças sociais e alei. A própria vida social incumbiu-se de afastar a sua vigência, ensaiandonovos esquemas disciplinares, em substituição à lei anacrônica.

2. LeisArtificiais - como processo de adaptação social, o Direitodeve ser criado à imagem da sociedade, revelando os seus valores e as suasinstituições. A lei que não tem por base a experiência social, que é meracriação teórica e abstrata, sem vínculos coma a vida da sociedade, não podecorresponder à vontade social. Seus modelos de comportamento não têm condiçõesde organizar a vida desse povo. São artificiais, fruto apenas do pensamento,distanciados da realidade que vão governar. A Icílio Vanni não escapou esteaspecto, ao salientar que '... quando falta toda correspondência entre a normajurídica e os sentimentos públicos, a eficácia real da norma está comprometidae, às vezes, poderá mesmo cair em desuso.'

3. LeisInjustas - a incompetência ou desídia do legislador podelevá-lo à criação de leis irregulares, que vão trair a mais significativa dasmissões do Direito, que é a de espargir justiça. Lei injusta é aquela que negaao homem o que lhe é devido ou que lhe confere o indevido. Um coeficiente dasleis em desuso decorre da natureza das leis injustas.

4. LeisDefectivas - há leis que não foram planejadas comsuficiência, revelando-se, na prática, sem condições de aplicabilidade. Sãoleis que não fornecem todos os recursos técnicos para a sua aplicação, exigindouma complementação do órgão que as editou. Faltando os meios necessários à suavigência, tais leis deixam de ingressar no mundo jurídico. São leis que já nascemcom a marca do desuso.

30 de set. de 2011

Elementos de Teoria Geral do Estado

ELEMENTOS DE TEORIA GERAL DO ESTADOOs dados teoricos constantes neste livro continuam inteiramente validos para a busca do conhecimento do estado, como tambem a continua e íntegra crenca que esse conhecimento devera ser util para a construção de uma nova sociedade voltada para a realização do bem comum.

OBS: Para baixar esta obra, é só clicar na imagem acima.

Constituição Brasileira

 

constituicaoO Senado Federal disponibiliza, em pdf, a Constituição da República Federativa do Brasil, desde o texto promulgado em 1988, incluindo as diversas emendas, conforme o ano e o mês de sua publicação, até a última emenda em vigor: o Texto consolidado até a Emenda Constitucional nº 5 de 18 de dezembro de 2008, com 98 páginas.

OBS:

1º – Para Baixar e te-lo em teu PC é só clicar na imagem.

  2º - Se preferir ver “On Line”, acesse esse link CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

Through the Wormhole – Is There a Creator? [1ª e 2ª Temporada]

 

1ª TEMPORADA (HDTV) – Download (8872) | (720p) – Download (2053)

2ª TEMPORADA
EPISÓDIO 01(HDTV) - Download (1847) | (720p) – Download (1013)
EPISÓDIO 02 (HDTV) - Download (1399) | (720p) - Download (805)
EPISÓDIO 03 (HDTV) - Download (1187) | (720p) - Download (668)
EPISÓDIO 04 (HDTV) - Download (815) | (720p) - Download (431)
EPISÓDIO 05 (HDTV) - Download (367) | (720p) - Download (191)

EPISÓDIO 06 [NOVO] (HDTV) - Download (193) | (720p) - Download (103)

(Créditos em alguns episódios: Lucas Steffen)

Novo Código Civil Brasileiro (Download)

codigo

Para conhecer os direitos e deveres que possuimos, nada melhor do que consultar diretamente a fonte de informações, encontradas em forma de leis. O grande conjunto de regras - as leis - existentes foram formuladas para dar aos cidadãos a asseguração de poderem viver harmoniosamente entre si e com o estado ao qual fazem parte.

O Código Civil Brasileiro  traz 2046 artigos que regem os mais variados aspectos da vida do cidadão brasileiro, dentre eles o direito sobre sua propriedade, relações com o poder judiciário, relações entre cobrador e devedor, definição de heranças e testamentos e vários outros aspectos da lei.

Fonte: Super Downloads 

OBS:

1º – Para Baixar e te-lo em teu PC é só clicar na imagem.

  2º - Se preferir ver “On Line”, acesse esse link CÓDIGO CIVIL

29 de set. de 2011

Modifique pra Melhor


Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor?

Será que você é a lembrança doida na vida de alguém? Será que você já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias." Pe. Fabio de Melo

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28 de set. de 2011

Um Toque de Clássicos - Marx - Durkheim - Weber

2º Edição - um Toque de Clássicos - Marx - Durkheim - Weber - Revista e Atualizada

Para baixar dita obra em formato PDF, é só clicar na imagem ao lado.

Sinopse: Já um sucesso entre professores e estudantes das ciências sociais, aborda tópicos fundamentais da obra de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber, com o objetivo de facilitar aos leitores o acesso ao pensamento desses três grandes teóricos da sociologia. Sua linguagem clara e didática, é de grande utilidade para os professores e estudantes de nível superior, em cursos de introdução à teoria sociológica e de atualização para professores de ensino médio e fundamental. Através do uso de citações e de sua análise sistemática, oferece uma coerente visão de conjunto, ampliando seu foco de abrangência a textos menos divulgados. Tudo isso contribuiu para que se tornasse um sucesso de norte a sul do Brasil.

A obra indicado pelo Professor Gilberto, é a “Sociologia Clássica - Marx, Durkheim e Weber - Carlos Eduardo Sell”, não tem a dispibilidade dela em PDF, mas para que alguém possa adquirir em alguma livraria, segue a capa da mesma.

Sociologia Classica   ou    Sociologia Classica1

Abaixo um breve resumo encontrado na net, e infelizmente não tenho os créditos de quem o fez, se alguém souber, me avisa para colocar os devidos créditos.

RESUMO:

Os clássicos da Sociologia (Augusto Comte, Émile Durkheim, Max Weber, Karl Marx)

  • Augusto Comte

Não podemos esquecer que Comte era matemático e possuía uma visão mais objetiva da sociedade. Augusto Comte criou a teoria da Física Social. Ele acreditava que a sociedade possuía um funcionamento semelhante ao de uma máquina (analogia mecânica).

Comte também acreditava que as sociedades evoluíam da mesma maneira. Para explicar tal evolução, ele criou a Lei dos Três Estados e afirmava que as sociedades passavam por três estágios/estados diferentes: o teológico, o metafísico e o positivo.

Esse sociólogo também defendia a possibilidade de aplicar as leis das ciências naturais às ciências sociais (positivismo comtiano).

De acordo com o pensamento de Comte, a sociedade se sobrepunha ao indivíduo, ou seja, este deveria ser compreendido a partir do contexto global que se encontrava inserido.

  • Émile Durkheim

Durkheim era seguidor de algumas ideias de Comte, e também foi considerado positivista, mas suas contribuições foram diferenciadas.

Émile Durkheim também acreditava que a sociedade, com suas leis, era responsável pelas atitudes dos indivíduos, ou seja, aqui também permanecia a ideia de que a sociedade se sobrepunha ao indivíduo.

Ex: Um indivíduo usa trajes sociais em festas de gala, porque a sociedade, através de suas normas e costumes sociais impõe essa conduta.

Ele desenvolveu a teoria do Fato Social e estabeleceu que os fatos sociais possuíam três características: generalidade, exterioridade e coercitividade.

Durkheim também trabalhou com as noções de fato social normal e fato social patológico (que fugia à normalidade).

Ele se preocupava com o bom funcionamento da sociedade e era chamado de funcionalista.

Ele defendia que a sociedade para funcionar bem, deveria ter suas instituições sociais (família, escola, igreja…) em bom funcionamento.

Quando essas instituições sociais estivessem em crise, a sociedade não estaria funcionando bem e estaria vivenciando o que ele chamava de anomia social.

Ex: em uma sociedade onde cresce o número de desempregados, o número de assaltos, o número de assassinatos, é possível afirmar, de acordo com as ideias de Durkheim, que suas instituições sociais não estão em bom funcionamento e, portanto, ela encontra-se em estado de anomia social.

  • Max Weber

Max Weber, diferentemente dos estudiosos anteriores, focou seus estudos nos indivíduos e suas ações.

Defendia que o indivíduo tinha vontade própria, e, por isso, acreditava que para compreender a vida em sociedade era preciso entender o que estava levando o indivíduo a agir de determinada maneira.

Weber desenvolveu o conceito de ação social.

Para ele, nem toda ação de um indivíduo era social, só seria considerada ação social aquela que levasse em consideração alguma orientação de outro indivíduo. Esse indivíduo poderia ser, apenas um indivíduo, vários deles, indivíduos determinados ou mesmo indeterminados.

Ex:1) Um indivíduo tem uma dívida com o banco. Ele vai até uma agencia bancária e realiza o pagamento em dinheiro, porque sabe que a pessoa que trabalha no banco também aceitará o dinheiro como moeda de troca, e, portanto, como forma de pagamento da dívida. Quando esse indivíduo pensou em pagar sua dívida em dinheiro, tinha em mente que o outro indivíduo aceitaria o dinheiro pela dívida, ou seja, agiu levando em consideração alguma orientação de outro indivíduo. (uma ação social)

Ex: 2) Uma pessoa sai de casa e começa a chover. Ela resolve abrir sua sombrinha. Perceba que neste exemplo a pessoa age sem levar em consideração a orientação de qualquer indivíduo, mas apenas de um acontecimento da natureza (a chuva). Nesse caso não temos uma ação social, mas uma ação individual.

Max Weber preocupou-se em estudar as ações sociais.

De acordo com suas ideias, a sociedade não estava acima dos indivíduos e esses também não agiam somente em função do contexto social, Weber acreditava que era preciso compreender os indivíduos em suas relações sociais, para compreender a sociedade.

  • Karl Marx

Muito contribuiu para o desenvolvimento da Sociologia ao analisar e criticar a organização social, política, econômica, jurídica, ideológica e cultural da sociedade capitalista.

Marx desenvolveu a TEORIA DO MATERIALISMO HISTÓRICO.

De acordo com essa teoria:

As Relações Sociais de Produção + As Forças Produtivas = A Base econômica das sociedades hierarquicamente construídas

“ O MODO DE PRODUÇÃO DA VIDA MATERIAL CONDICIONA O DESENVOLVIMENTO DA VIDA SOCIAL, POLÍTICA E INTELECTUAL EM GERAL.”

Ao estudar o Capitalismo Marx afirmava que a jornada do trabalhador era composta da seguinte forma:

Trabalho necessário = remunerado com o salário do trabalhador + Trabalho excedente = “mais valia”, ou seja, o trabalho não pago e apropriado pelo capitalista, decorrente da exploração do trabalhador (trabalho morto).

Juntamente com Engels redigiu o famoso

MANIFESTO COMUNISTA.

Outra obra de grande importância escrita por Marx foi

O CAPITAL.

Para ele a história da humanidade era a história da luta de classes.

27 de set. de 2011

Filosofia do Direito - Gianluigi Palombella

Filosofia - Gianluigui

Para baixar a apostila, é só clicar na imagem, acima.

A quem interessar a apostila abordas os capitulos:

I - Direito Natural, Rrazão, Artifício

  • A Chave Hobbesiana.
  • O Artifício em Hume.
  • Razão Natural.

II - Direito e Moral: uma hipótese interpretativa

  • Direito Indisponível.
  • Ambivalência do Direito e suas Declinações.
  •  

Reportagem Revista Veja–“Não da Mais!”

Veja

Matéria, indicada pela Profª Antonina, para estudo em sala de aula, a quem interessar, é só clicar na imagem e baixar em formato PDF. Dita reportagem aborda “As Leis Absurdas que infernizam o dia a dia dos brasileiros, emperram o funcionamento das empresas e são um monumento à estupidez dos polítivos e burocratas.”

25 de set. de 2011

O Novo Problema da Ordem Hobbesiano da Ordem

 

problema social

Quando falamos em problema da ordem, de uma forma geral falamos sobre a possibilidade de vivermos juntos, as reflexões de vida em sociedade, de relações politicas, e sociais.

Thomas Hobbis, é um filosofo, e cientista politico, lançou em 1950, um livro chamado “O Leviatã”, onde falava que o Estado, era um organismo, tendo como função um certo controle politico, social, cultural.

A revolução puritana (1640) aconteceu na Inglaterra no século XVI durante a Guerra Civil e terminou com a Revolução Gloriosa (1688). De um lado a burguesia protestante, de outro os católicos da nobreza feudal, rivalizando sobre o poder.

REVOLUÇÃO FRANCESANeste período ocorreu uma grande experiência, que foi a Guerra Civil, pois neste tipo de guerra, o inimigo esta ao lado, diferente da guerra declarada, que vocês sabem quem são os seus inimigos.

O contexto que Hobbes, desenvolveu sua percepção sobre o problema da ordem, foi na Guerra Civil. Alguém que discute sobre o contexto da guerra civil, se preocupa como conseguir a paz, nenhum outro assunto é, mas importante que a conquista da PAZ, pois conseguindo esse objetivo, se consegue os outros.

Hobbis desenvolve uma resposta teórica sobre o assunto, e no livro Leviatã, ele fala sobre o Estado de Natureza, do homem, ou seja, antes de chegar ao estado social, o homem, vivia em um estado de natureza.

E como se caracteriza um Estado de Natureza?

Prehistoric_ManCaracteriza-se de uma forma negativa, ou seja, é dizer o que ela não é, neste caso, o que o homem não é.

Ex: Ao mostrarmos um vaso com água, e perguntarmos o que é. Se falarmos, que ele não é uma cadeira, ai caracterizamos de forma negativa, ou seja, dizemos que o vaso não é uma cadeira. Agora de forma positiva é quando dizemos o que é realmente, ou seja, uma garrafinha de água.

Ele busca então dizer o que não é o que não tem o que lhe falta, neste caso, o homem, a sociedade.

Ele observa que falta uma Lei reconhecida. Se não existe uma lei reconhecida. No estado de natureza, os homens têm direito ao que?

Não existe nada que lhes de limites, e com isso lhes da direito a fazer tudo, inclusive, a tirar a vida de outros.

Ex1: Um morador de um edifício, onde ele entra no elevador com uma moto, e o funcionário grita que não é permitido, subir com essa moto no elevador, e o dono da moto, pergunta onde tem escrito que não pode? Se não tem escrito no estatuto do condomínio, então é permitido.

Ex2: Em um terreno que tem uma fruta, o que impede de uma pessoa pegar essa fruta? Somente outra pessoa, que achar que ela é que tem direito sobre a fruta. Com isso só nos sobre persuadi ou matar, o outro pra pegar a fruta.

conflitosA falta de leis, de um Juiz imparcial, e um órgão coercitivo, gera conflitos desacerbados. Neste caso, quem é o juiz, as próprias pessoas, pois cada um ira legislar em causa própria.

E na falta de leis, um juiz imparcial e um órgão coercitivo, cria-se um Estado de Guerra, ou seja, a pessoa sofre violências cotidianas, terror psicológico, onde as pessoas sempre estão pensando que o mau ira te ocorrer.

E o que contribui para o estado de natureza, se transforme em um estado de guerra?

O orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Pode ser visto tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio.

Os homens vão ser tão orgulhosos, que geram conflitos, que vai ser potencializado, pela falta de um juiz e de um órgão coercitivo. E muitos homens, matam, por diversas formas de orgulho, ferido.

E como acabar com este estado de guerra?

ConflitoÉ necessário que haja uma lei fundamental. É imperativo que todos abram mão de todos seus direitos, na medida que todos também abram mão, em beneficio do Leviatã, o Estado, ele é que vai executar o que for necessário, para combater os conflitos para manter a ordem.

Criando uma lei fundamental, passa a existir uma nova condição social, o Estado Social, se contra põem, ao Estado Natural. Pois o individuo, acredita que ao abrir mão de seus direitos, outros também o faram, pois o Estado (leviatã), assegura isso, e caso não seja cumprido, o que for celebrado entre as pessoas, vem o Estado, e o obriga a cumprir, se não o fizer, vem as sanções, pelo Estado impostas.

Na época de Hobbis, era mais simples, abrindo mão de todos os direitos, para adquirir a expectativa de viver mais, só quem poderia tirar a minha vida, era o Estado.

Nos dias atuais, se fizéssemos isso, ou seja, abrir mão de todos nossos direitos resolveriam todos os problemas sociais?

Não, pois temos muitas outras expectativas, segurança, diretos sociais, saúde, escola, religião, e viver como se escolhe viver. Na época de Hobbis, era a vida, a principal expectativa, pois a guerra civil tirou isso do individuo.

Tem momentos que os direitos se chocam, tipo sair tarde da noite, é um direito que o cidadão tem de ir e vir, mas também quer ter a segurança para isso, havendo um choque entre eles.

Queremos certo desenvolvimento econômico, um direito social, mais amplo, tipo não ter analfabetismo, e como incluir, mas pessoas ao estudo. Têm que fazer Ações Afirmativas, cotas é uma, ação afirmativa.

comment vadoaju

P.S: Caso tenha dúvida como postar um comentário, visite este link aqui COMO DEIXA COMENTÁRIO

24 de set. de 2011

Seis Aulas de Gestão Estratégica

gestao_estrat

AULA.1.
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Conclusão: *Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo*.
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AULA.2.
Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.
Conclusão: *Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.*
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AULA.3.
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo.
Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
- Eu primeiro, eu primeiro. ' grita um dos funcionários!!!!
- Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida '... Pufff e ele foi.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas! Puff, e ele se foi.
- Agora você - diz o gênio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!
Conclusão: *Deixe sempre o seu chefe falar primeiro*.
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AULA.4.
Um padre está dirigindo por uma estrada quando um vê uma freira em pé no acostamento.
Ele para e oferece uma carona que a freira aceita.
Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas.
O padre se descontrola e quase bate com o carro.
Depois de conseguir controlar o carro e evitar acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira.
A freira olha para ele e diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
O padre sem graça se desculpa:
- Desculpe Irmã, a carne é fraca... E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento.
Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz: 'Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso'.
Conclusão: *Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, você pode perder excelentes oportunidades*
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AULA.5
Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando.
A campainha da porta toca.
Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas.
Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
- Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua.
Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto.
Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?
Conclusão: *Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias*
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AULA.6.
Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas.
No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa.
Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
Conclusão: *A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente*.
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OBS: Se vcs viram quaisquer semelhanças ao mercado de trabalho, não é mera coincidência!!!

comment vadoaju

23 de set. de 2011

Livros de Direito à Venda


Livros
Visitando uma comunidade que faço parte chamada “Mercado Livre GRANDE Aracaju!”, e lá encontrei a postagem que segue abaixo. Não conheço a pessoa que postou, mas resolvi compartilha, talvez tenha alguém que tenha interesse, em alguma das obras inumeradas abaixo.
  1. Direito Constitucional Esquematizado - 15ª Ed. 2011
    Lenza, Pedro / SARAIVA
    R$ 75,00
  2. Direito Constitucional - 5ª Ed. - 2011
    Novelino, Marcelo / METODO
    R$ 70,00
  3. Direito Administrativo Descomplicado - Série Jurídica - 19ª Ed. – 2011 + Caderno de Questões
    Alexandrino, Marcelo; Paulo, Vicente / METODO
    R$ 100,00
  4. Direito Administrativo - 5ª Ed. – 2011 + Caderno de Questões
    Marinela, Fernanda / IMPETUS
    R$ 80,00
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    Greco, Rogerio / IMPETUS
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    Masson, Cleber / METODO
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  7. Direito Penal Vol. 1 - Parte Geral - Esquematizado - 5ª Ed. 2011
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  8. Curso de Direito Processual Penal - 6ª Ed. - 2011
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  10. Manual de Direito Processual Civil - 3ª Ed. - 2011 - Vol. Único
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18 de set. de 2011

Resumo 1ª Unidade–Sociologia e Antropologia Jurídica




  1. Representação Mitológica.
MitologiaPara que possamos entender o que é “sociologia”, devemos voltar no tempo, para entender a formação da humanidade, e do ser humano.
O individuo quando nasce tem como fonte de sua formação, os seus pais, que lhes passam os costumes, e tradições da família, e, por conseguinte da sociedade em que vivem, que são capitados através dos sentidos. Em seu desenvolvimento, a sua formação como individuo lhe é passado, de forma tradicional, as informações que farão dele (individuo), mas um na sociedade existente.
A narrativa de fatos como monstros aterrorizantes que habitavam mares tenebrosos e ilhas desertas, é feita através do Mito, ou seja, dos deuses ou outros seres sobrenaturais cujos feitos fazem parte da cosmovisão de uma determinada comunidade, sendo assim uma das primeiras formas de representação humana. Em um grupo de pessoas, pequeno, era legitimado, essa narrativa, enraizando assim, essas representações, míticas, à medida que essa comunidade crescia, essas narrativas eram passadas, e transmitida, criando-se ai a tradição. Pois através dessas narrativas eram estabelecidas, as normas de conduta de uma sociedade, e explicados todos os infortúnios que esta comunidade, passava, e as mesmas não questionavam essas “verdades”.
tradicionalismoNeste caso o tradicionalismo, é uma característica marcante deste tipo de representação, onde a reflexão e a razão não fazem parte, ou seja, as coisas são o que são, e pronto, não são questionadas, pois o mito falou que isso é assim. E quem representa o mito? Pessoas, tidas pelo povo como especiais, chamadas de sacerdotes, ou lideres, que “conseguem” se comunicar com os Deuses, e com isso transmitir as suas ordens e desejos, aos mortais, detendo assim o poder.
Quando em uma sociedade como esta, surgem contestações, é sinal que esta perdendo força, e isso se deu no século VIII a.C, com os Gregos.
  1. Representação Cientifico-filosófica.

reencarnacao-e-as-pesquisas-01Com o avanço do conhecimento do homem, em varias áreas do saber e, por conseguinte o avanço tecnológico, diminuindo distancias, através da urbanização, e navegação, os mitos foram sendo desmascarados, e com isso o homem começou a ter uma nova visão sobre si e o mundo. Começaram a formular, que o homem é responsável pela sua existência e não os Deuses. Essa nova fase da humanidade, obrigou a desenvolver uma nova organização social, chamada de “Democracia”, ou seja, um governo exercido pelo povo, e para o povo, essas decisões eram tomadas pelos gregos proprietários, que tinham tempo livre para discutir na Ágora, os rumos da sociedade.

filosofosA esses cidadãos, eram chamados de Filósofos, ou seja, amigos da sabedoria, onde buscavam usar a razão ou o bom senso, para dirimir suas opiniões. E nestas discursões muitas vezes os interesses individuais, eram contrariados em detrimento de interesses coletivos. Para tanto os mesmos usavam uma atitude filosófica, que buscava negar as verdades impostas, e de uma forma positiva, sempre indagando a qualquer objeto, o que é? Por que é? Como é? Desenvolvendo assim a atitude critica, onde o individuo, formulas as questões: por quê? Querendo saber a causa do pensamento, do que se diz das ações; o quê?, na busca de entender o conteúdo do que se pensa, do que se diz, do que se faz; e para quê? Querendo saber a finalidade. Com essas indagações eles, os filósofos, poderiam indagar e buscar entender tudo a seu redor. Com essa linda de pensamento, os fenômenos naturais passaram a ser interpretados, a luz da própria natureza, e só era verdade aquilo que pudesse ser demonstrado racionalmente.
Abandonando assim a tradição refletida no mito, e agora elaborando a tradição da reflexão, ou seja, retornando ao próprio pensamento, passar a duvidar das coisas apresentadas anteriormente, e estranhar aquelas com as quais já se convive pacificamente.
  1. Representação Teológica-religiosa: a Escolástica.
Escolástica.Com a institucionalização do cristianismo, no império romano, e o crescimento de correntes místicas, a filosófica clássica, que baseava-se na verdade construída pela razão, foi perdendo força. Filósofos buscaram aliar a razão à fé, surgindo assim a escolástica, que nasceu nas escolas monásticas cristãs para tentar conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega. Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência, e resolver contradições. Surgindo assim a teologia.
estamentoA estrutura organizacional da Idade Média é o feudo, que era uma sociedade dividida em estamentos, ou seja, Clero, Nobreza e Povo. Desta forma, a Igreja monopolizou a produção do conhecimento. Pois a mesma era a representação de Deus, na terra, e tudo que ela, falasse era lei, à verdade, e por tanto deveria ser seguida, e não questionada. Neste período poucos sabiam ler, e com isso o conhecimento ficava limitado ao Clero. Nesta sociedade cada um sabia o seu lugar, não havendo pressão para novas descobertas ou técnicas. As relações sociais, são orientadas por uma tradição religiosa.
  1. Representação Cientifica do Mundo.
representação cientificaO mundo cresce, e se torna cada vez mais complicado administra-lo, a visão religiosa, começa a demonstrar enfraquecimento, quando processos como o:
a) Renascimento, que buscou redescobrir a cultura clássica greco-romana, significa a retomada de discursos que relacionavam arte, politica, reorganização do estado, sexualidade, essas discursos, foi criando fissuras, nas ideias da igreja.
b) Humanismo, que buscou ter como foco o próprio homem, ou seja, o antropocentrismo, antagônico ao teocentrismo, neste caso começa a se pensar nas necessidades humanas, e não somente em Deus;
c) a Reforma Protestante, mudou a concepção de trabalho, que ate então era tido pela igreja como impuro, e passou a ser uma vocação, digno, e necessário, ele reinveste o que consegue. E o sacerdócio universal, ou seja, cada homem e mulher poderia ter acesso a Deus, e não só a Igreja como porta-voz de Deus.
  1. O Surgimento: industrialização e suas consequências.
industrializacaoCom essa visão do que o trabalho é algo honroso, feito pela reforma protestante, o individuo começa a ver no trabalho algo honesto, começam então a produzir excedente, e nesta produção excedente surge à necessidade de mão de obra, e na expansão das cidades, começa a surgi o êxodo rural, tornando as cidades cada vez mas populosas, a revolução cientifica, fiz com que a produção crescesse, a passos largos, e com ela os problemas, e conflitos, decorrentes desse desenvolvimento, já que o modo de vida subsistente, já não comportava esse novo sistema. Para manter a família o camponês, agora teria que vender a sua força de trabalho em troca de salário, neste período não existiam, normas reguladoras para definir os direitos dos trabalhadores. Os burgueses por sua vez, procuravam identificar possíveis revoltas, e criavam sistemas de exclusão de dia de trabalho, e com isso continham os queixosos, já que só ganhavam se trabalhassem, e então calavam-se, se não, ficavam sem trabalho, e por consequência sem dinheiro para comprar alimento. E nesta empreitada não eram so os homens, mas mulheres e crianças trabalhavam, muitas vezes com jornadas de trabalhos de 12 horas, sem férias e feriados, ganhando um salário de subsistência.
  1. O surgimento da Sociologia.
sociologia 2Existia um grupo de filósofos que procuravam transformar não só as velhas formas de conhecimento, baseadas na tradição e na autoridade, mas a própria sociedade, eram os “iluministas”, que atacaram com veemência os fundamentos da sociedade feudal, eles exigiam uma explicação cientifica para os fatos, sejam eles sociais ou naturais. E neste sentido com o modelo baseado na observação, e nos métodos matemáticos, surge a uma nova ciência, chamada de “física social”, que posteriormente seria chamada de Sociologia.
Com esses conflitos, com a queda das monarquias, a constituição dos Estados nacionais do ocidente a evolução do pensamento cientifico, surgem às ciências naturais (como a biologia, física, química etc.), e no meio de todas essas transformações, nasce a “Sociologia”, com o objetivo de compreender as novas formas das sociedades, sua estrutura e organizações, utilizando os métodos científicos, como fonte para a explicação dos fenômenos sociais, os tais “problemas”, que passaram a ser objeto de estudo.
A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos, sendo um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou sociais. Ela estuda e pesquisa as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc.
A sociologia não estuda a sociedade, ela estuda objetos, certas relações, entre indivíduos e instituições, modos de agir, de dominar, de construir realidades, certos aspectos da religião, etc. Ela é um projeto contraditório, ora progressista e ora conservadora. São contraditórios porque são opostos diametralmente, uma a outra. Pois elas buscam manter a sociedade capitalista e ora elas querem transformar.
O que caracteriza a sociedade capitalismo? A propriedade privada nos meios de produção. Essa propriedade gera a divisão de classes sociais, a burguesia e proletariado.
foto 1Existe aqueles que vendem a força de trabalho (proletariado) e aqueles que compram (burgueses).
a. Conservadora - Uma parte da sociologia quer manter a sociedade capitalista, com a propriedade privada, com a divisão de classes, pois eles acham que isso nos leva a um progresso.
b. Progressista (revolucionária) - E outra parte dos sociólogos, vê a sociedade, de forma diametralmente, eles acham que a sociedade deve ser radicalmente transformada, sofrer uma revolução. E como deixar de ser capitalista, acabando com o monopólio privado dos meios de produção, e com a divisão de classes.


15 de set. de 2011

Resumo–1ª Unidade (Filosofia Geral e do Direito)

Segue abaixo um resumo, da aula ministrada na noite de ontem (14/09/2011), estou aqui compartilhando o que consegui captar em sala de aula. Espero poder contribuir para melhor compreensão do que foi dado.
 
MITO DA CAVERNA
caverna-de-platao1Quais são as questões abordadas no mito da caverna?
É abordada a reflexão entre “Realidade e Ilusão”, ou seja, questionar os princípios e fundamentos de ambos.
A filosofia busca essa distinção, e para chegar a ela, inicia-se uma busca, que se dá quando algo chama a atenção do homem, ao ponto dele, se espantar, duvidar, e se questionar, se aquilo observado, é real ou ilusório.
Dentro deste tema, desta disputa (realidade x ilusão), teremos que determinar: Onde esta a ilusão?
Com esse questionamento, então buscar a realidade. E para isso ocorrer, ou seja, descobrir a realidade temos que primeiro descobrir o que é ilusório, para então enxergar a verdade, e estando nela, descobrimos o que era ilusório, ou seja, enquanto na caverna, o ilusório era real, e ao sairmos da caverna, enxergamos a realidade, e ao olharmos para trás, vemos que o que vivíamos era ilusório, ou seja, a vida na caverna, pois a realidade do prisioneiro, estava dentro da caverna, ele acha que as sombras, as ilusões, aquele universo de aparências, é o universo real.
E para chegar a realidade ele vai precisar de uma atitude corajosa, para sair do seu ponto de partida, (a ilusão), e chegar a descobrir a realidade, por tanto descobrir também onde esta a ilusão.
Só que ai, vem uma questão, mas profunda: A ilusão não deixou de ser real, ela é um falseamento de uma realidade, ou seja, as sombras eram o reflexo de algo real que ocorria do lado de fora da caverna, por tanto, se precisa de uma noção de verdade, para conseguir distinguir a realidade da ilusão.
 
O que é a caverna? O mundo em que vivemos.
 
Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos.
 
Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo.
 
O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade.
 
O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade.
 
Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética.
 
O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia.
 
Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
 
o-pensadorATITUDE CRITICA
 
O que é Crítica?
  • É a capacidade para julgar, discernir e decidir corretamente;
  • É o exame racional de todas as coisas sem preconceitos e sem pré-julgamentos;
  • É a atividade de examinar e avaliar detalhadamente uma ideia, um valor, um costume, um comportamento, uma obra artística ou cientifica.
Quais são os aspectos da Crítica?
Ela é realizada por dois movimentos, duas características, que necessitam de atitude filosófica do individuo, são elas: a negativa e a positiva:
Que atitudes são essas?
 
1ª – NEGATIVA - um não suspensivo, para que se possa investigar melhor aquilo que se apresenta, e não tirar conclusões rápidas, e não aceitar também rapidamente aquilo que se é dito, ou visto, dizer não aos preconceitos, para que se possa analisar, investigar, avaliar, examinar, para que se posso saber, se é, ou não é, se é real ou ilusório, se é verdadeiro ou falso, é uma atitude, uma postura, uma ação prática.
 
2ª - POSITIVA – que significa levantar a questão, interrogar sobre o que são as cosias, as ideias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmo. E para tanto temos que fazer os três questionamentos básicos, metodológicos, que são: O que é? Porque é? Como é? Eles representam a Atitude Filosófica.
 
O que é? interrogação
É a pergunta sobre a essência, sobre aquilo que faz com que os seres sejam, aquilo e não outra coisa, é a pergunta sobre o ser propriamente dita.
 
Como é?
Pergunta sobre a estrutura deste ser, como as partes que compõem esse ser se estruturam.
 
Por que é?
Pergunta, sobre as causas, e a finalidade dos seres. Quais são as causas, pra que esse ser se finda.
Essa atitude é positiva porque coloca o homem em uma posição ativa em relação ao conhecimento, é aquele que se dispõe a conhecer algo verdadeiramente, não se limita ao senso comum, não se limita as informações, não verificadas, aos conhecimentos equivocados.
 
A Atitude FILOSOFICA.
É indagar, ou seja, é aplicar essas três perguntas (O que é? Como é? Porque é?), aos seres que são externos.
 
Exemplo: A politica é algo exterior, ao ser humano, embora seja fabricada e produzida, e só exista por causa dele (ser humano), mas, a atitude é indagar, é a forma de você olhar aquilo que esta fora de você mesmo, se espantar, e questionar: O que é isso? Como é isso? Porque isso é assim?.
 
E isso vai nos conduzir a outro universo, que é o universo da “reflexão”, de tanto perguntar sobre o ser, sobre a existência, sobre os princípios e os fundamentos dos seres, que estão fora do homem, o homem acabou por ter que perguntar, por aquilo que estava dentro dele.
conhece-teCom isso, vem Sócrates, com o “conhece-te a ti mesmo”, e inaugura na filosofia a atitude reflexiva, ou a reflexão filosófica, onde o homem vai perguntar a cerca das suas estruturas, daquilo que ele é? E para o quê, ele se destina?, Qual é a sua causa?, E qual são as suas finalidade? ou seja, o homem precisa determinar para si mesmo, as suas próprias condições de existência, e ai ele vai descobrir, que ele consegue ser racional, produzir pensamentos, ideias, conceitos, linguagem, produzir por assim dizer todo o universo da vida prática, um universo factual. E ai ele se divide em três, aquilo que ele fala, aquilo que ele faz, e aquilo que ele é.
 
E ai, nós temos o campo da linguagem, das práticas, das atitudes, das ações, dos comportamentos, e do pensamento.
 
E como esses três campos se relacionam, fundando o sujeito?, ou seja, dizendo aquilo que o homem ou a humanidade seria. Isso é uma questão filosófica.
 
É justamente o que torna a filosofia, uma reflexão, ou seja, um pensamento, pensando-se a si mesmo. E como quem pensa, são só os seres humanos. É reflexível. Porque é o próprio homem, pensando o seu próprio pensamento, o seu próprio poder de pensar, ou seja, até onde ele vai? Ate onde ele acha que esta pensando ou imaginando?
 
Qual a diferença entre atitude critica e atitude filosófica?
 
Atitude Critica – não é necessariamente filosófica, pois ela vem com aqueles dois momentos negativos e positivos.
 
A atitude filosófica – ela vem com a qualidade do questionamento, ele, tem que ter: O que é? Como é? Porque é?, Se não, não é filosófica. Eu posso ter uma atitude critica e não necessariamente ter que responder essas três questões.
 
Porque na filosofia, eu tenho que responder essas três questões?investigação
Porque essas três questões dizem sobre os princípios e fundamento das coisas, diz, sobre aquilo que fundamenta, que é a causa daquilo que é próprio dos seres, e não só pra quê aquilo presta? Pra quê, que aquilo serve? É você determinando um universo, mas amplo e ao mesmo tempo metodológico.
 
Atitude critica da filosófica é metódica, quando se passa a característica positiva, ela passa a ser metódico.
 
Qual a diferença entre reflexão e atitude filosófica?
 
A atitude reflexiva é aquela que se volta para o sujeito enquanto objeto, as condições daquele que esta produzindo um pensamento, valor, uma prática, diz respeito ao universo do ser, e as práticas das ações, daquilo que se faz, é o homem pensando a si mesmo, produzindo uma reflexão, pensamento sobre pensamento. É aquilo que volta pra si mesmo, é o homem pensando o seu próprio pensamento, pra determinar as suas próprias capacidades de produzir os próprios pensamentos.
 
A Atitude Filosófica – é quando o homem investiga, a sua realidade circundante, aquilo que esta fora dele, tentando determinar a sua essência, sua estrutura, sua finalidade e causa, esta voltada para o mundo.
 
O SER DA FILOSOFIA
a vida e suas transformacoesA filosofia é uma critica metódica, a cerca do ser, precisa ser demonstrado, ela decodifica, e precisa mostrar como isso é feito, e qual o resultado, a filosófica, tem a face que a ciência hoje em dia é responsável, por ela buscar demonstrar e a prova.
 
A busca da informação, a busca dos dados, a organização desses dados, a demonstração, e a prova. Isso só pode ser feito a partir de um movimento sistemático, de um procedimento sistemático, é justamente a forma da organização daquilo que a filosófica se ocupa, não importa qual é o objeto, a maneira como eu vou colher os dados a partir da minha investigação, da minha analise, do meu enxame critico, da minha avaliação, ela precisa ser organizada, sistemática, e quando eu vou demonstrar a existência de algum ser, essa demonstração, essa prova, deve ser sistemática, por tanto não é qualquer que se diga que vai ser filosofia.
 
Essa noção de sistemas acompanha a filosofia naquilo que ela é, mas varias outras coisas podem ser sistemática, e se organizar como um sistema.
 
O que é um sistema?
É o TODO, cujas partes, se ligam por uma relação de concordância interna.
 
Exemplo: Um carro, o motor fica onde, o carburador, fica aonde, a caixa de máquinas, isso é sistemático, é estrutural, ou seja, a filosófica pressupõe que os seres têm estrutura, e que essa estrutura é um todo cujas partes, se ligam por uma concordância interna.
 
O filosofo, vai entender como esse sistema funciona, e vai dizer como ele funciona, quando ele vai dizer, é onde ele vai demonstrar provar, que esse sistema é dessa forma, e essa demonstração, e essa prova precisa ser sistemática, adequada, logica, com o sistema que ela estabelece com a qual é apresentada.